sábado, 18 de janeiro de 2014

Visto do Céu

Sinopse
"Susie Salmon tem o olhar vivo e irrequieto dos seus catorze anos. Observa o desenrolar da vida: os colegas da escola, a família, o lento passar dos meses e das estações. Está tudo muito calmo, tudo parece muito acolhedor. Um único pormenor desmente tanta placidez: é que, de facto, Susie já morreu. Estranhamente, o céu parece-se muito com o recreio da escola, nem sequer faltam os baloiços. A pouco e pouco, Susie compreende que é o centro das atenções: os colegas comentam os rumores sobre o seu desaparecimento, a família ainda acredita que ela poderá ser encontrada, o assassino tenta esconder as pistas do seu crime..."

Extremamente terno e comovente. 
Este livro ficará para sempre na minha memoria e no meu coração, a narrativa de uma jovem de 14 anos, que descreve tudo o que vê antes, durante e após ser violada e assassinada, numa época, em que ninguém era ainda dado como desaparecido, ainda não tinham surgido retratos nos pacotes de leite. muito menos se falavam em Serial Killers. Susie. "Susie Salmon como o peixe"(como ela dizia desde criança)

(Primeira pagina)
“O meu apelido era Salmon e o nome próprio Susie. Tinha catorze anos quando fui assassinada, no dia 6 de Dezembro de 1973. Nas fotografias publicadas nos jornais das raparigas desaparecidas nessa década, a maior parte era parecida comigo, brancas com cabelo castanho. Isso foi antes de começarem a aparecer caras de todas as raças e géneros em pacotes de leite ou em folhas metidas praticamente todos os dias nas caixas do correio. Quando as pessoas ainda pensavam que coisas dessas não aconteciam.”

A autora Alice Sebold, consegue-nos passar uma mensagem essencial, a perda, a revolta, a memória e o esquecimento, por fim o perdão. É uma escrita absolutamente envolvente, pela Susie, perceberemos a dor e os diferentes comportamentos de uma família.

(Achei lindo o Céu que Susie Cria ao longo do livro...)​
​
"Agora, estou num sítio a que chamo o Céu Imenso, porque inclui todos os meus desejos mais simples e também os mais humildes e os mais grandiosos. A palavra que o meu avô usa é conforto. Portanto, existem bolos e almofadas e uma enorme variedade de cores, mas debaixo dessa mais óbvia manta de retalhos, há sítios como uma sala tranquila, onde podemos entrar e dar a mão a alguém sem precisar de falar. Sem contar uma história. Sem fazer exigências. Onde podemos viver à nossa maneira durante o tempo que quisermos. Este Céu Imenso tem a ver com pregos de cabeça chata e a macia penugem de folhas novas, com corridas em montanhas-russas e berlindes que fogem e caem e ficam pendurados, e depois nos levam a sítios impossíveis de imaginar nos sonhos do céu pequeno."

Autora se baseou na própria experiência pessoal para escrever o livro (uma vez que foi vítima de violência e violação.


Dei 5 estrelas

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 264
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724619477

Sem comentários:

Enviar um comentário